segunda-feira, 18 de julho de 2011

Perfeição



Há alguns milênios o homem tem buscado a perfeição. No entanto, ela tende cada vez mais se distanciar da capacidade de apreender dos humanos, mas ela nos serve como um “guia” para a melhora continua dos bons representantes da espécie humana.
Hoje, contrariamente ao que venho entendo por perfeição, pude ver que ela é ainda a melhor das palavras para descrever os espetáculos do Cirque Du Soleil. Não sou um poeta, o qual sim sabe usar das artes das palavras para descrever acontecimentos tão grandiosos quanto esse. Mas esses espetáculos me fizeram tentar nas efemeridades das palavras descrever o que senti vendo o Cirque Du Soleil.
            A saga da perfeição esteve nua, desvelada sob milhares de olhares ávidos diante de tanta beleza. Nossa espécie, através de seus representantes da arte colocaram a perfeição no plano sensível. Mesmo com a lógica denominando que o ser humano não é perfeito e logo a perfeição não poderia ser alcançada por nós, ainda assim, contrariamente a lógica “fria”, entendo que, ao provirmos de “um Ser Perfeito”, creio que em algum dado momento fazemos parte dessa perfeição, perfeição essa que em poucos e raríssimos momentos pessoas de almas iluminadas a desvelam-na para que outros “pobres mortais” possam contemplá-la.
Nesse espetáculo pude testemunhar algo que os filósofos denominam como “universal”. Palavras que não possuem existência, como humanidade, sociedade, e claro a perfeição. Mas contrariamente ao que até então entendia por perfeição, meus instintos me dizem, sim! Ela existe. Pude ver que através de muito trabalho e dedicação, que alguns poucos e bons representantes da nossa espécie pode muito bem trazê-la para o mundo sensível.
 Por isso, contrariamente ao que diria Platão,em sua obra A República, precisamente no livro X, que entende que uma imagem perfeita é uma cópia da idéia inteligível da perfeição pura, e sendo uma cópia, não é a própria perfeição. Logo, o despertar de sentimentos pela arte, segundo Platão, não é digno do homem ideal para a república. Gostaria que Platão pudesse ver esses os grandiosos espetáculos do Cirque du Soleil, que para mim é a própria perfeição transvestida na arte, e ver se ele ainda sustentaria essa sua afirmação.


Marcio Aparecido da Silva                           

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